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Dercy Gonçalves

Dercy Gonçalves estará em Vitória no dia 15 de novembro para receber o Troféu Marlin Azul e uma edição especial do Caderno do Festival dedicado a sua vida e a sua carreira no cinema. A homenagem será realizada no Teatro Glória, às 19h30.

Dolores Gonçalves Costa nasceu em 23 de junho de 1907, em Santa Maria Madalena, no Rio de Janeiro. Vinda de família pobre, seus primeiros anos de vida não foram fáceis. O pai era alfaiate. Sua mãe, que trabalhava como lavadeira, deixou o marido e os dez filhos depois de descobrir uma traição conjugal. Aos dez anos, a pequena Dolores foi retirada da escola pelo pai e não pôde mais estudar. Ela começou a trabalhar cedo: foi bilheteira de cinema e dançarina do Hotel dos Viajantes, em sua cidade natal. Aos 17 anos, fugiu de casa, empolgada pelo sonho de atuar no teatro.

A estréia como atriz aconteceu em 1929, em Leopoldina, Minas Gerais, quando Dercy passou a integrar o elenco da Companhia Maria Castro. Ao lado de Eugênio Pascoal, ela formou, em 1930, a dupla Os Pascoalinos. Juntos, levaram o teatro itinerante por cidades do interior de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Nessa época, ela deixou de usar o nome de batismo, Dolores, passando a ser conhecida como Dercy Goçalves.

Entre 1930 e 1940, apresentou-se em circos, teatros e cabarés. Em 1943, estreou no cinema na produção “Samba em Berlim”, de Luiz de Barros. Dercy fez mais de 20 filmes, incluindo títulos como “Absolutamente Certo” (1957), de Anselmo Duarte; “Uma Certa Lucrécia” (1958), de Fernando de Barros;  “Cala a Boca, Etelvina” (1959), de Eurides Ramos; e “Dona Violante Miranda” (1960), de Fernando de Barros.

A partir de 1960, iniciou uma jornada por teatros de todo o País, apresentando monólogos que relatavam cenas de sua própria vida da atriz. Continuou a atuar no cinema, em especial, nos filmes de chanchada.

Dercy completou 100 anos de idade no dia 23 de junho de 2007.

Filmografia

1943 – Samba em Berlim (de Luiz de Barros)
1944 – Abacaxi Azul (de Ruy Costa e Wallace Downey)
1944 – Romance Proibido (de Adhemar Gonzaga)
1946 – Caídos do Céu (de Luiz de Barros)
1948 – Folias Cariocas (de Manoel Jorge e Hélio Thys)
1956 – Depois Eu Conto (de José Carlos Burle e Watson Macedo)
1957 – Feitiço do Amazonas (de Zygmunt Sulistrowski)
1957 – A Baronesa Transviada (de Watson Macedo)
1957 – Absolutamente Certo (de Anselmo Duarte)
1958 – Uma Certa Lucrécia (de Fernando de Barros)
1958 – A Grande Vedete (de Watson Macedo)
1959 – Cala a Boca, Etelvina (de Eurides Ramos)
1959 – Minervina Vem Aí (de Eurides Ramos)
1960 – Entrei de Gaiato (de J. B. Tanko)
1960 – A Viúva Valentina (de Euripides Ramos)
1960 – Só Naquela Base (de Ronald Lupo)
1960 – Dona Violante Miranda (de Fernando de Barros)
1960 – Com Minha Sogra em Paquetá (de Saul Lachtermaher)
1963 – Sonhando com Milhões (de Eurides Ramos)
1970 – Se Meu Dólar Falasse (de Carlos Coimbra)
1980 – Bububu no Bobobó (de Marcos Farias)
1983 – O Menino Arco-Íris (de Ricardo Bandeira)
1993 – Oceano Atlantis (de Francisco de Paula)
2000 – Célia e Rozita (de Gizela de Mello)

 

 
     
     
     

Histórico dos homenageados

1999 - Fernando Torres
2000 - Paulo José
2001 - Lima Duarte
2002 - Marília Pêra
2003 - José Wilker
2004 - Nelson Pereira dos Santos
2005 – Marco Nanini
2006 – Marieta Severo