Patrícia Pillar

A atriz e diretora Patrícia Pillar é outra personalidade homenageada no 18º Vitória Cine Vídeo. A artista estará em Vitória no dia 9 de novembro, quando receberá o Troféu Marlin Azul, em cerimônia com início às 19 horas. Patrícia também será prestigiada com uma obra que relata sua trajetória de vida e profissional. Em quase 30 anos de carreira, Patrícia Pillar não para um instante. Acumula mais de 40 trabalhos no teatro, no cinema e na televisão, e coleciona prêmios, sendo um dos mais recentes por sua atuação na novela A Favorita (2008). A artista também está cada vez mais envolvida com o mundo da música. Ela já dirigiu e produziu CDs, videoclipe e o premiado documentário Waldick, Sempre no Meu Coração (2008), sobre o cantor Waldick Soriano.
Roberto Carlos
O maior e o mais prestigiado cantor brasileiro de todos os tempos – e filho ilustre do Espírito Santo – é um dos homenageados do Vitória Cine Vídeo. Além de receber o troféu Marlim Azul, Roberto Carlos ganhará um caderno especial com fotos dos bastidores das gravações no cinema e uma mostra com os três filmes protagonizados por ele, e dirigidos por Roberto Farias. A Mostra Roberto Carlos no Cinema ocupará a Fábrica do Trabalho nos dias 11, 12 e 13, a partir das 14h. No último dia de exibição, às 19h, será feita a cerimônia de homenagem.
Roberto Farias
Diretor, produtor e distribuidor, realizador do clássico O assalto ao trem pagador (1962). Foi diretor geral da Embrafilme em sua fase áurea, entre 1974 e 1978. Nascido em 1932, em Nova Friburgo (RJ), começou no início dos anos 1950 como assistente de direção da Atlântida e em algumas produções de Watson Macedo. Entre 1957 e 1960 realizou quatro longas: Rico ri à toa (1957), seu primeiro filme, No mundo da lua (1958), Cidade ameaçada (1959) e Um candango na Belacap (1960). Em 1964 dirigiu Selva trágica (1964), que teve sucesso de crítica. Com Toda donzela tem um pai que é uma fera (1966) fez um marco das comédias de costume carioca. Ao mesmo tempo que, com Luiz Carlos Barreto, ajudou a fundar a Difilm distribuidora do Cinema Novo, dedicou-se também à sua própria produtora, a R. F. Farias, junto com seu irmão Riva Faria, e à Ipanema Filmes, uma usina de sucessos, como Os paqueras (1968), e os filmes protagonizados por Roberto Carlos, todos estes dirigidos pelo próprio Roberto Farias. Em 1973 realizou com Hector Babenco O fabuloso Fittipaldi. Seja na iniciativa privada ou em cargos públicos, sempre teve como meta a ocupação do mercado brasileiro pelo filme nacional, bem como sua projeção internacional. Sua gestão na Embrafilme e no Concine coincide com o período de maior público do filme nacional em relação ao produto estrangeiro, quando a distribuidora da Embrafilme foi líder do mercado durante três anos seguidos. Em 1981, dirigiu Pra frente Brasil, primeiro filme a falar explicitamente da tortura na ditadura militar, premiado nos festivais de Berlim e Huelva. Produziu ainda Azyllo muito louco (1968), de Nelson Pereira dos Santos, Os machões (1973) e Barra pesada (1977), ambos de seu irmão Reginaldo Faria, entre outros. Em cinema, seu filme mais recente foi Os trapalhões e o auto da Compadecida (1987). Nos últimos anos tem se dedicado à produção de minisséries e programas para televisão.
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